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Blog de Coluna do Leitor

  • Idade Média?

    Por Coluna do Leitor

    Gaby Garbin Mársico

    Professora

    A propósito do que está acontecendo no Rio de Janeiro com seu prefeito, o bispo (licenciado?) da Igreja Universal, Marcelo Crivella, que disse com todas as letras ao 250 pastores reunidos " - Vamos aproveitar esse tempo na prefeitura para arrumar nossas igrejas", precisamos falar sobre a influência religiosa nos governos.
    Estão se criando e multiplicando-se religiões, seitas, grupos que constroem magníficos templos, santuários, formam-se pastores, padres, beatos, bispos, todos pregando como a vontade divina dá o céu aos bons e o castigo aos maus. Isto acompanhado pela famosa esmola ou dízimo. É a parte comercial inerente a parte espiritual.
    Com tantos credos, seus adeptos acharam por bem sair de seus templos e participar da vida política do país. E, nada melhor, do que lançarem candidatos a cargos públicos eletivos, conquistando espaço para criar, aprovar e/ou vetar projetos de interesse dos seus credos.
    É de assustar o poder das religiões infiltradas nos Poderes da República. Parece que estamos retornando aos séculos 12 e 13 quando o catolicismo dominou praticamente toda a Europa com suas Cruzadas, seu poder bélico, sua infame Inquisição, subjugando os povos ditos hereges em nome de um credo (?).
    A Constituição de 1988 decidiu que o Estado brasileiro é laico: 
    "Art. 19 - É vedada a União, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios:
    I - estabelecer cultos religiosos ou Igrejas, subvencioná-las [...] ou manter com eles ou seus representantes, relações de dependência ou alianças. Assim como influenciar as instituições públicas".
    Isto posto, há o fato ocorrido recentemente em nossa cidade, que foi a decisão da Câmara de Vereadores em aprovar o feriado do dia do município em 19 de março, dia de São José (santo da religião católica) "protetor" do nosso campo pequeno, e não no dia 30 de abril que é data de nossa emancipação.
    Os comerciantes e empresários alegaram que dois feriados juntos - 30 de abril e 1º de maio - prejudicariam nossa economia. Tudo bem, mas não precisaríamos de mais um feriado religioso. Então, nosso edis, para agradar a gregos e troianos, brindaram os católicos (no caso) com o feriado do santo padroeiro. 
    E todos ficaram felizes! Todos quem? E as outras religiões? Ah! Mas elas não têm santos! Anda bem! Já pensaram se todas tivessem santos e cada uma teria seu feriado? 
    Brasil é o país dos feriados, das festas, do descanso - pão e circo. Oba, oba, eta país festeiro e feliz! Cantemos e dancemos enquanto as ratazanas roem nossas despensas.
    No estado democrático, todos os credos têm seus direitos assegurados, além do que estão isentos (acreditem!) de qualquer imposto (inclusive colégios religiosos, pois são considerados sem fins lucrativos). 
    Então, que cada um permaneça em seus templos e lá preguem suas doutrinas para melhorar o ser humano, tão "pecador", sem imiscuir-se nos governos e nas instituições públicas.
    Alguém já teria dito que "quanto menos um governo se deifica, mais deve ser respeitado.
    Lembrando os ensinamentos de um famoso, respeitadíssimo e sábio judeu, que há 2000 mil anos disse: "Daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus".
    Que tal levar a serio este conselho?

     

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