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Blog de Neivo Zago

Geral

Neivo Zago

Neivo Zago, especialista em Língua Inglesa (Unisinos) e mestre em Línguística (UFSM). Professor de português e de inglês desde 1974, ininterruptamente.

Lecionou em escolas estaduais e particulares (curso de inglês). Atualmente trabalha na URI. 

É colaborador assíduo escrevendo às sextas-feiras sobre assuntos gerais, específicos e temas do cotidiano.

  • Uma derrota, um empate, e o pior, uma perda

    Por Neivo Zago
    Foto Divulgação

    Uma derrota, um empate, e o pior, uma perda

      Neivo Zago

    O sábado passado, dia doze, é daqueles dias malogrados que merecem ser esquecido. Talvez a única exceção, positiva se constitui na expectativa do dia das mães, uma das datas mais significativas do calendário civil.

     

    Como sói acontecer penso que todas as pessoas sem exceção aficionadas pelo futebol esperam vitórias quando suas equipes entram em campo. O melhor da festa é sempre esperar por ela e jamais as derrotas fazem parte dos seus planos. Sábado à tarde, Grenal na Arena. Soube que somente de Erexim fanáticos torcedores lotaram três ônibus querendo assistir a mais uma vitória do seu time. Paralelamente o Canarinho enfrentava o Bragantino em Bragança Paulista. Eu, mais confortável em casa, concomitante, de olho na televisão (sem som), assistia ao jogo em Porto Alegre e de ouvido no rádio vibrei com o gol do Ypiranga ainda cedo no primeiro tempo.

    São bastante conhecidas, no esporte bretão, muitas declarações sui generis e outras tantas pérolas, verdadeiras preciosidades como estas: “Em futebol se ganha, se perde e se empata”. Ou, “o jogo só termina quando acaba”. Registrei uma das mais recentes de autoria do jogador Kelvyn do Vasco, após algum tempo parado e no seu retorno ter marcado um gol de cabeça encobrindo o goleiro: “Primeiramente quero agradecer a Deus, segundamente a mim”. Só faltou um “terceiramente” para completar a criatividade desse atleta que, felizmente, joga bem melhor do que se comunica.

    Embora satisfeito com a vantagem do Ypiranga, mas apreensivo temia a reação da equipe Paulista, esta que infelizmente não demorou com o empate ainda no primeiro tempo, resultado ainda aceitável. Enquanto isso, também terminava o primeiro tempo do Grenal sem gols. Vieram as segundas etapas. Na capital Gaúcha, apesar do Grêmio ter exercido pressão e posse de bola expressiva o jogo chegou ao final sem marcador, algo inédito para o Grêmio que havia vencido seus últimos jogos por uma média de 4 gols. Já o Inter emplacaria o seu quinto jogo sem marcar gols. Que joguinho! Três pênaltis sonegados! Que arbitragem tendenciosa! Pior foi ouvir a narração do segundo gol do Bragantino.   

    Infelizmente, ainda decepcionado com os dois resultados adversos um pouco mais tarde, nada poderia ter sido pior, recebi a notícia do trágico acidente de trânsito que vitimou o jovem Wagner, amigo e um grande torcedor do tricolor e do Canarinho. Quantas vezes nos encontramos nas cadeiras do Colosso e trocamos idéias sobre os jogos. Wagner, conhecido por gordo, embora tivesse perdido dezenas de quilogramas devido a um procedimento médico era um rapaz alegre, característica essa que lhe fez granjear muitos amigos surpreendeu a todos partindo inesperadamente, logo na véspera do dia das mães. Por sua vez, a tarde do domingo das mães ficará marcada na memória dos familiares e amigos presentes na missa que profundamente consternados se despediram de alguém tão especial. O padre Maicon também responsável pela Pastoral da Juventude, na sua bela mensagem se solidarizou tentando fazer-nos entender os insondáveis mistérios da vida na qual a morte é um deles.

    Não há nenhum argumento que explique e, menos justifique tantas mortes no trânsito. É sabido que a imprudência e imperícia dos condutores são as causas fundamentais. Porém, outras dizem respeito às estradas e rodovias em más condições de trafegabilidade e com problemas de engenharia.  Enquanto em países desenvolvidos evitam-se fazer curvas perigosas, aqui elas são comuns. No máximo, quando existem, colocam-se placas de alerta. Ainda, abundam imperfeições nas rodovias, bem como aclives e declives em demasia. Na Itália, por exemplo, esses problemas seriam resolvidos com túneis, geralmente com pistas duplas.

    No futebol nós torcedores queremos vencer; nem o empate às vezes nos satisfaz. Porém, ninguém, absolutamente, admite perder familiares, parentes e amigos prematuramente e repentinamente por causa de acidentes de trânsito. Este mês  convencionado de Maio Amarelo pretende alertar a todos sobre esse grave problema. No entaanto, nem mesmo iniciativas e campanhas parecem surtir efeito se todos os envolvidos no trânsito não se conscientizarem das suas responsabilidades.

     

  • O que são 40 anos em 100?

    É sempre bom ser testemunha presencial e ocular de comemorações alusivas a datas tão significativas como cinquentenários e centenários e por que não, de uma escola quarentona. Na distante data de 12 de abril 1978 surgia em Erexim uma instituição, referência para a época, por sua estrutura voltada ao ensino básico e à introdução às Técnicas Comerciais, Domésticas e Agrícolas, com equipamentos considerados excepcionais para aquele momento.

  • “Ela me encheu de lixo. Me chamou de ignorante”

    Quantas vezes ouvimos conversas, mesmo sem propósito e nem intenção de nos imiscuir no assunto e no interesse dos seus interlocutores. Isso acontece com bastante frequência, quer queiramos ou não. Basta estarmos expostos a ambiente onde existe aglomeração de pessoas, como em restaurantes. E foi exatamente em um desses espaços quando almoçava próximo a três senhoritas ocupando a mesa ao lado. E, durante a conversa uma fazia o seu desabafo, provavelmente falando de uma terceira pessoa, a que provavelmente lhe magoara. “Ela me encheu de lixo e me chamou de ignorante”, repetiu a magoada com alguma insistência, durante o papo com suas amigas.

  • Meu preito à nossa centenária Erexim e...

    Revendo meus escritos, alguns dos quais fazem parte do prelo do livro “Se não ficou nada, não valeu a caminhada”, (a ser lançado em outubro), deparo-me com: Erexim, eu te saúdo, (68º aniversário, publicado no DM. Chapecó, 06.05.86); Erechim, 70 anos, (DM. 30.04.88) e, Erechim, Terra da Gente, (DM. 30.04.93). São três de tantos escritos alusivos a aniversários do nosso torrão. Todos, de uma forma ou de outra continuam atualizados e, se hoje reeditados, não perderiam o seu contexto histórico.

  • “La vergogna de avere perso la vergogna”

    O papa Francisco, sempre incisivo em suas manifestações, mais uma vez foi taxativo e cirúrgico na sua homilia ao final da tradicional via-sacra, em Roma, nas cercanias do Coliseu.

  • O juiz Sérgio Moro escorregou no morrinho?

    Uma pessoa pode ser média; outra mediana, quiçá, boa; algumas se parecem melhores

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