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Blog de Dennis Allan

Geral

Dennis Allan

Dennis Allan é Formado em Comunicação pela Northern Illinois University (EUA).

Trabalha com ensinamento bíblico (palestras, administração do site www.estudosdabiblia.net, edição de livros e revistas de ensinamento da Bíblia.

É um trabalho independente, não vinculado a nenhuma denominação ou instituição religiosa. Escreve sobre a Bíblia -- história, interpretação e aplicação prática.

  • Salmo 87: o Senhor ama as portas de Sião

    Por Dennis Allan
    Foto Divulgação

    Salmo 87 é um dos onze hinos nesse livro atribuídos aos descendentes de Corá, uma família que cumpria um papel importante no louvor no templo em Jerusalém. A linguagem desse cântico sugere uma data próxima à volta dos judeus do exílio na Babilônia, onde o povo sofreu por setenta anos como castigo por seu desrespeito para com Deus. O templo havia sido destruído em 586 a.C., e um dos propósitos da volta dos judeus foi a reconstrução daquele santuário especial.

    Apesar das experiências amargas das décadas antes da volta do cativeiro, o tom desse Salmo é positivo e esperançoso. Como poderíamos esperar de uma família de levitas cuja vida, durante séculos, foi dedicada ao louvor no templo, o hino fala da posição exaltada de Deus em relação ao seu santo lugar, Sião. Sabendo que o monte do templo em Jerusalém representava a presença do Senhor no seu trono, frisaram sua glória e soberania, não somente para com Israel, mas também no seu domínio sobre as outras nações.

    Depois de considerar o conteúdo do Salmo, vamos observar sua semelhança a profecias messiânicas em outros textos do Antigo Testamento.

    “Fundada por ele sobre os montes santos, o Senhor ama as portas de Siãomais do que as habitações todas de Jacó. Gloriosas coisas se têm dito de ti,ó cidade de Deus!” (versos 1 a 3). A terra de Canaã foi prometida e dada aos israelitas, um povo que Deus separou para ser sua nação santa. Jerusalém, porém, foi exaltada acima das outras cidades da terra. Antes de o povo chegar à terra prometida, Moisés havia falado do lugar que Deus escolheria “para fazer habitar o seu nome” (Deuteronômio 16:6). Deus ainda esperou alguns séculos, mas usou Davi para preparar o lugar e Salomão para construir seu santuário. Quando esse templo foi dedicado, o Senhor disse: “Mas escolhi Jerusalém para que ali seja estabelecido o meu nome e escolhi a Davi para chefe do meu povo de Israel” (2 Crônicas 6:6).

    A permanência de Deus nessa residência dependia da fidelidade do povo, fato que nos leva à história triste do período dos reis de Judá e Israel. Mas, neste salmo, o autor não dá atenção às falhas graves que levaram à destruição do templo e ao exílio do povo. Ele mantém seu foco na cidade exaltada e no domínio do Rei divino sobre todas as nações.

    "Dentre os que me conhecem, farei menção de Raabe e da Babilônia;eis aí Filístia e Tiro com Etiópia; lá, nasceram. E com respeito a Sião se dirá: Este e aquele nasceram nela;e o próprio Altíssimo a estabelecerá. O Senhor, ao registrar os povos, dirá: Este nasceu lá” (versos 4 a 6).Nessa lista de nações figuram alguns dos piores inimigos dos israelitas. Raabe não se refere à mulher em Jericó que ajudou os espiões (Josué 2). É uma palavra hebraica que se refere aos inimigos de Deus, e às vezes especificamente ao Egito, como um monstro (Jó 9:13; 26:12; Isaías 51:9; Salmo 74:13; 89:10). As outras nações citadas, também, tinham uma longa história de inimizade com Israel. A linguagem desse Salmo, porém, não é de inimizade e condenação, pois esses povos conhecem o Senhor e nasceram na sua cidade santa! Deus estabelece esses povos e conta cada um como parte do seu povo, registrando, como se fosse em um censo, aqueles que lhe pertencem.

    A figura do nascimento dessas nações em Jerusalém não é da origem delas, e sim da salvação dos diversos povos. Não somente os judeus, mas povos de todas as nações receberiam vida da mesma fonte. Teriam motivo de cantar louvores e de identificar Jerusalém, e o único verdadeiro Deus que reina no seu santuário, como a fonte da verdade e da vida: Todos os cantores, saltando de júbilo, entoarão:Todas as minhas fontes são em ti” (verso 7). 

    A mensagem desse Salmo, como de vários outros, olha para depois do cativeiro e além do templo material em Jerusalém para ver a exaltação do Messias e a salvação, por meio dele, de pessoas de todas as nações. Em poucas linhas, os filhos de Corá juntaram as promessas que Deus fez ao pai do povo escolhido (Gênesis 12:3) e as profecias feitas por meio de homens como Daniel (2:44; 7:27), Isaías (2:1-5), Miqueias (4:1-3). Olharam para o tempo da salvação oferecida por Jesus e pregada desde a época dos apóstolos a todas as nações (Mateus 28:18-20; Atos 10:34-35).

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